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O Museu das Culturas Dom Bosco - MCDB
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Campo Grande, 16 de Dezembro de 2017
O Museu das Culturas Dom Bosco - MCDB
Por: Equipe MCDB

 

SOBRE O MUSEU DAS CULTURAS DOM BOSCO

O Museu Dom Bosco foi fundado pelos padres salesianos em 27 de Outubro de 1951 nas dependências do Colégio Dom Bosco em Campo Grande, ainda no antigo estado de Mato Grosso. Em 1978 o “Museu do Índio”, como ficou conhecido pela população, foi instalado no prédio anexo à Missão Salesiana de Mato Grosso (MSMT), na Rua Barão do Rio Branco onde permaneceu por 26 anos. Ao longo desses anos, o Museu Dom Bosco se constituiu como um importante espaço de divulgação dos trabalhos dos missionários e de educação da comunidade.
 

Em 2003 a Missão Salesiana de Mato Grosso (MSMT) e a Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), instituições mantenedoras do Museu Dom Bosco, assinaram convênio com o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul para a implantação de um novo museu, no Parque das Nações Indígenas.

O Estado concedeu a área a Procura Italiana das Missões Salesianas (Torino/Itália) que viabilizou o apoio financeiro para dar início a um moderno e ousado projeto cultural. O projeto teve início com várias frentes de trabalho e foi subdividido em quatro subprojetos: Arquitetônico, Museológico, Museográfico e Educativo Cultural.

O Projeto arquitetônico teve como autor o arquiteto Élvio Araújo Garabine e como executor o arquiteto Apolinário Ramos. O Museu das Culturas Dom Bosco possui hoje, em funcionamento, uma área de exposição permanente com aproximadamente mil metros quadradros, além de espaço para exposições temporárias, recepção, auditório e área administrativa.

O Projeto Museológico confunde-se com o Projeto de Reestruturação do Museu Dom Bosco, confiado à Profa. Dra. Aivone Carvalho e Profa. Dra. Dulcília Silva. Para viabilização desse projeto foi criado o PROMUCOP – Programa de Museologia e Conservação Patrimonial. O programa dedicou-se a desmontar, higienizar, restaurar, inventariar, fotografar cada objeto, acondicionar adequadamente para o transporte, documentando todas as fases do trabalho.

O Programa promoveu ainda cursos e oficinas ministrados por consultores brasileiros e estrangeiros, financiados pela Procura Italiana das Missões Salesianas. Os consultores formaram acadêmicos de graduação da UCDB das áreas de História Geografia, Biologia e Comunicação.

Os curadores e técnicos formados pelo PROMUCOP e que relacionavam-se com as diferentes áreas do conhecimento a que se refere o acervo, formaram o Setor de Conservação e Pesquisa. Por ser um museu, essencialmente uma referência central de documentação, estabeleceu-se um novo arquivo documental para servir de suporte à pesquisa científica, técnica e administrativa, produzindo, recolhendo, selecionando e arquivando documentos gerados, de maneira organizada.

O Arquivo Documental estabeleceu, por sua vez, em conjunto com prof. Sérgio Sato, o então responsável pela concepção tecnológica e projeto audiovisual do Museu, e os respectivos curadores das coleções, um Banco de Dados, dividido em duas partes: uma que processa informações técnicas e científicas e outra as imagens.

Uma das maiores preocupações da equipe de reestruturação do Museu era criar uma exposição que não violasse a esfera sagrada dos objetos e de construir, ao mesmo tempo, algo que fugisse da ideologia colonialista da maioria dos museus etnográficos europeus. Massimo Chiappetta, artista sensível, trabalhou meses junto à equipe para compreender o universo indígena ligado às coleções que deveria expor. O resultado foi uma exposição moderna, com elevado grau estético que não exclui a sua cientificidade.

Havia ainda a necessidade de busca por soluções sobre o que expor e como expor. As respostas foram buscadas em conjunto com os próprios povos cujas coleções se encontram no Museu. O envolvimento das comunidades indígenas na manipulação e exposição de objetos sagrados devolveu aos objetos a dimensão de significado atribuída pelos indígenas que recobraram, por sua vez, o respeito e o sentimento de pertencimento com relação ás peças. Esse é um exemplo da exposição dos Povos Xavante e Bororo.

O Projeto Museográfico promoveu a construção das informações para o público por meio das ferramentas de comunicação expositiva, gráfica, digital e audiovisual, submetendo as coleções à apresentação de um discurso articulado capaz de tornar expressivo um objeto ou um conjunto de objetos.

O professor Massimo Chiappetta é autor da expografia e diretor artístico responsável pela tradução da vida, da história e dos enigmas dos povos cuja cultura material foi colecionada e estudada por intelectuais salesianos e que hoje se encontra reunida no acervo que constitui o Museu das Culturas Dom Bosco.

Sobre a exposição escreve o próprio autor:

Cada coisa se revela na exposição que lhe é própria
A exposição torna as coisas ausentes e revela o enigma da sua presença.
A exposição como verdade da coisa não é jamais uma exposição de um “objeto”, classificado, identificado, neutralizado, submisso, mas de um signo vivente, significante, problemático.
As coisas habitam o museu presas em um fluxo, atravessam no tempo e no espaço unidos, os reinos da terra, do ar, da água, do fogo.
Sinais esparsos, restos, memórias encontram-se caminhando e seguindo a forma que escorre, escava, incide o território do museu. O contato com as coisas é um corpo a corpo, a visão é tátil, perpendicular, por meio dos dois eixos arquetípicos, vertical e horizontal.
Alto e baixo, frente e atrás, direita e esquerda, conjugam tempo e espaço originários e dão acesso à presença das coisas expostas, sob a luz ardente do presente surge a troca simbólica com cada um, livremente.
Aqui tudo curva, encurva, movido pela vitalidade de tudo aquilo que cresce e assim se encontra.

 

A Concepção Tecnológica e Audiovisual, parte do Projeto Museográfico, ficou sob os cuidados do fotógrafo e semioticista, Sérgio Sato. Na primeira sala do museu, destinada ás Memórias do Museu Bom Bosco, o autor optou por projetar, no solo, imagens sobre a história do antigo Museu e da Construção do novo espaço. Na exposição de Arqueologia de Mato Grosso do Sul, o autor traz a projeção de imagens pinturas rupestres de Alcinópolis. Na exposição Povo Karajá, é apresentado um mosaico de imagens datadas de 1935 que se movimenta no ritmo das águas. Na exposição Povo Xavante passado e presente dialogam por intermédio de dois painéis com imagens históricas e atuais desses indígenas.

O conjunto de informações audiovisuais do museu propõe um envolvimento histórico com a instituição e um mergulho na própria ancestralidade, enquanto revela ao espectador a nova metodologia: a gestão compartilhada do acervo.

O Projeto Educativo Cultural cumpre com a sua missão cultural do Museu Dom Bosco, que, além de preservar, conservar, pesquisar e expor, prioriza as práticas educativas com o compromisso de colocar-se a serviço da sociedade, sensibilizando os indivíduos sobre o patrimônio cultural. Para isto a criou-se dois Programas Educativos Culturais: Programa de Didática Museal Aplicada -PRODIMA e Programa de Ecologia e Educação Ambiental Aplicada – PROEEAA.

Além desses projetos, várias outras iniciativas são desenvolvidas pela equipe, em eventos sazonais relacionados á educação e á cultura, consolidando o Museu Dom Bosco e a Missão Salesiana de Mato Grosso como referência na conservação do patrimônio natural e cultural do Centro-Oeste brasileiro.